Apáticos, Vasco e São Paulo ficam no empateGigante da Colina para em Denis, que fez defesas milagrosas, e perde a liderança isolada para o Corinthians.

O Corinthians foi o maior vencedor no duelo em São Januário neste domingo. Apático, o Vasco encarou um também pouco inspirado São Paulo em casa e não saiu de um empate sem gols, diante de um estádio lotado. Melhor para o time do Parque São Jorge, que venceu o Avaí e igualou o Gigante da Colina em número de pontos – 58 -, mas superior nas vitórias – 17 contra 16.
O São Paulo chega aos 50 pontos e não anda na tabela, ainda fora da zona de classificação para a Libertadores, em sexto.
Desfalcado de Diego Souza e Fagner, o Vasco teve em Felipe e Juninho Pernambucano seus maestros. Mas a dupla não conseguiu repetir as boas atuações recentes e o time não teve criatividade para marcar. Além disso, o Gigante encarou um Denis em grande dia.
O goleiro do São Paulo substituiu Rogério Ceni e não deixou a torcida sentir falta do titular. O arqueiro fez pelo menos duas defesas milagrosas e foi decisivo no placar em branco.
Na próxima rodada, o Vasco pega o Santos, na Vila Belmiro, para tentar voltar à liderança do torneio. Já o São Paulo vai à Salvador, enfrentar o perigoso Bahia, em Pituaçu.
Primeiro tempo truncado
O Vasco entrou em campo com uma surpresa. A grande atuação de Bernardo, contra o Aurora, não lhe garantiu uma vaga de titular na vaga de Diego Souza, suspenso. Cristovão Borges optou por escalar um meio de campo com três volantes de ofício - Rômulo, Jumar e a novidade, Felipe Bastos.
Já o Tricolor paulista não surpreendeu. A esperada entrada de Rivaldo, na armação de jogo da equipe, não se concretizou. O estreante no Brasileirão, Emerson Leão, escalou Willian José e Marlos no ataque, com Lucas na armação de jogo da equipe.
O jogo começou quente. Um cartão amarelo para o zagueiro Xandão, logo aos 20 segundos de jogo, deu mostras de como seria o duelo. Depois, Wellington levou cartão aos 19 minutos. Carlinhos Paraíba levou perigo em um chute da entrada da área, mas Fernando Prass fez pela defesa.
Na metade do primeiro tempo, o Tricolor começou a pressionar. Aos 29 minutos, Willian José pegou forte da marca do pênalti, após cruzamento de Juan, e Fernando Prass fez ótima defesa. No reflexo. Em seguida, Lucas entrou na área, sozinho, mas chutou fraco, rente à trave. Nesse momento, o Vasco tinha dificuldades para organizar suas jogadas. A marcação adiantada dificultava o trabalho dos meias vascaínos.
O Vasco só voltou a chutar à gol aos 29 minutos, com Elton, que em nada ameaçou o gol de Denis. O atacante era o jogador mais perigoso dos cariocas. Em cruzamento da direita, dominou a bola na marca do pênalti, girou sobre a marcação e chutou rente à trave, quase abrindo o placar.
Até o final do primeiro tempo, a tática de Cristovão Borges não surtia o feito desejado. As arrancadas de Eder Luis eram facilmente neutralizadas pelos zagueiros são-paulinos. O grande número de jogadores com características de marcação no meio de campo fazia com que poucos jogadores chegassem ao ataque, enquanto o São Paulo conseguia encontrar espaços para levar perigo ao gol de Fernando Prass.
Juninho sente e empate permanece
Sem nenhuma mudança, o segundo tempo começou com o Vasco partindo para cima. O polivalente Allan fez fila com os zagueiros adversário e obrigou Denis a fazer grande defesa, em chute cruzado. O juiz da partida, Ricardo Marques Ribeiro, começou a irritar a torcida vascaína deixando seguir lances claros de falta. O problema, para o time da casa, eram os erros no 'último passe', para deixar o atacante em condições de gols.
Aos 15 minutos, o Vasco perdeu uma das suas estrelas. Juninho Pernambucano sentiu a panturrilha direita e foi substituído por Nilton. A dificuldade para criar com que Leão e Cristovão começassem a usar suas opções de banco. No São Paulo, Rivaldo e Henrique entraram nos lugares de William José e Lucas, respectivamente, para dar força ao ataque. Já Cristovão retirou Felipe e Jumar, para colocar Douglas e Nilton, mantendo a estrutura tática do time.
Aos 27 e 29 minutos, o Vasco, por verdadeiros 'milagres' do goleiro Denis, não abriu o placar. Em cruzamento, Elton entrou livre na área, sem marcação, e cabeceou para grande defesa do goleiro tricolor, que espalmou para escanteio. Na cobrança, Dedé cabeceou para uma defesa espetacular de Denis. Semelhante a de Gordon Banks, na cabeceada de Pelé, na Copa de 70.
A pressão vascaína aumentava gradativamente. Em outro escanteio, por pouco um desvio de Elton não surpreendeu. Aos 36, Bernardo cobrou falta perigosa, por cima do gol Tricolor. O São Paulo limitava-se, apenas, em se defender. Aos 42 minutos, a pressão não tinha mais organização.
O volante Nilton, após bola rebatida, chutou em cima de Elton, que dividia a bola com o goleiro. Em seguida, os torcedores pediram pênalti sobre Allan, que roubara bola de Juan, sendo agarrado pelo lateral vascaíno. O árbitro mandou seguir, gerando revolta em São Januário. Renato Silva perdeu a última chance, aos 47 minutos, em bola cruzada na área.





